quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Taruma Amazônia


Com interpretação impecável na música Tarumã Amazônia, Neto foi o grande destaque do Festival.

Os grandes vencedores




Muita emoção no anúncio das vencedoras!






Alegria que contagia












A música que contagia e une.

CANTA TARUMÃ

Realizar Festival Popular em Manaus, não é tarefa nada fácil, principalmente quando este acontece na periferia. A impressão que se tem é que apenas o Estado pode realizar essas atividades. O I Festival Canta Tarumã de Música Popular, realizado nos dias 21 e 22 de Agosto do corrente ano, no Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Waldock Frick de Lyra, no Parque São Pedro, foi um grande sucesso. 23 músicas inscritas, das quais apenas 15 concorreram ao prêmio de R$ 3.000,00, divididos nos 3 primeiros lugares. Mais de mil pessoas circularam durante os dois dias de festival. Artistas já consagrados também estavam concorrendo, juntamente com os novos talentos que estão surgindo. O Canta Tarumã abriu portas e pretende continuar com a proposta de ser uma voz para aqueles que não têm espaço para mostrar suas produções, ressaltando que o MONALE está retomando este tipo de evento há tempos esquecido em na cidade de Manaus. As músicas apresentadas foram de alto nível, surpreendendo até os experientes jurados, dentre os quais Helena Costa, professora de artes e soprano, Márcia Oliveira, escritora e poeta e José Augusto (Guto), um dos fundadores do FECANI, que contribuíram de forma gratuita com o MONALE, assim como nossos colaboradores voluntários que se desdobraram para que o Canta Tarumã acontecesse. Como bem disse o compositor Iran Makneh, “quero parabenizar o MONALE pela coragem de realizar este festival, porque em Manaus os festivais acabaram, e nós artistas, não temos onde apresentar nossa arte”. Realizamos o I Festival Canta Tarumã de Música Popular sem apoio dos governos, mas com muita coragem, determinação e acreditando sempre que são os pequenos que apresentam as verdadeiras mudanças sociais e, estas sempre vieram das camadas mais pobres. A revolução cultural já começou e está vindo da periferia. É importante destacar que a periferia não produz somente desgraça, como vimos cotidianamente nos tablóides locais. Na periferia há pessoas de bem que lutam por uma sociedade mais justa e de inclusão. A periferia produz arte, cultura, e é inegável o efeito que a música produz nas pessoas, principalmente se for de boa qualidade, como as apresentadas no festival. O Canta Taruma provou isto. O grande vencedor do I Festival Canta Tarumã de Música Popular foi a música “Tarumã Amazônia”, de Silvaldo William, e, a grande revelação foi o intérprete da música vencedora, Neto. O segundo lugar ficou com a música “Revoada” de Iran Makneh, com interpretação de Frank Regis. O terceiro lugar ficou com as músicas “Cantos e Moradas” de Ede Carlos e “Paradoxo”, também de Iran Makneh. Queremos agradecer os jurados Márcia Mª de Oliveira, Helena Costa e José Augusto (Guto), aos coordenadores da mesa, Mário Jorge Júnior e Edeney Salvador pelo apoio. Aos nossos apoiadores culturais: Lojas Bemol, Transvimar Transporte e Turismo, Mercantil do Mano, Comercial São José, Área Missionária Tarumã, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Amazonas, Vereador Ademar Bandeira - PT, Sares, Escola Estadual Waldock Frick de Lyra, Escola Municipal Nestor Nascimento, Drogaria Millenium e a todas as pessoas que colaboraram e acreditaram na proposta.

A música que transforma!













Todas as verdadeiras transformações sempe vieram das camadas menos favorecidas, exatamente porque é ela que vivencia cotidianamente os problemas.


Cultura na Periferia


Música que liberta! Nossos colaboradores voluntários.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cultura Intelectual

Neste texto quero discutir com o/a leitor/a um possível horizonte educacional que poderá desencadear algumas reflexões em busca de alternativas, repensando, sobretudo, o atendimento aos estudantes do turno da noite.
Tenho ouvido muitas reclamações, e tenho tido informações, ainda não estatísticas – sei que já existem -, mas diretamente da fonte (professores, gestores e estudantes; e aqui me incluo também como uma fonte), de que o turno da noite nas escolas públicas (e aqui eu falo com mais propriedade das escolas municipais sem, no entanto, ausentar o problema das estaduais), têm sérios resultados negativos quanto à qualidade de aproveitamento dos estudantes.
Citarei alguns pontos que levam a esses resultados de baixa qualidade de nosso ensino e do pouco aproveitamento: 1º - estudantes com idade-série distorcida (sua idade não corresponde à série que ele cursa. Coisa de país não desenvolvido porque roubaram o dinheiro da educação!); 2º - componente curricular (conteúdos estudados) incompatível com a realidade dos estudantes, isto é, o que se estuda não tem utilidade prática para as suas vidas; 3º - o equívoco de querermos aplicar a mesma dinâmica de aulas presenciais dos turnos matutino e vespertino (para crianças e adolescentes) no turno da noite, que é formado, na sua quase totalidade, por jovens e adultos, sendo que boa parte deles vêm de um dia puxado de trabalho, e de pouca cultura intelectual; 4º - alguns profissionais da educação (professores/as) que, estressados/as por uma jornada diária de aulas em outros estabelecimentos, cansados, e pouco estimulados, já não conseguem responder às expectativas dos estudantes, fazendo de conta que estão ensinando, e os estudantes achando que estão aprendendo. Há uma espécie de “pacto” entre estudantes e professores: “eu não te exijo e tu não me causas problemas”, e vice-versa. E assim todo mundo é aprovado, e viva o futuro do Brasil! 5º - não vamos deixar os estudantes de fora: detecto o que podemos chamar de “baixa cultura intelectual”, isto é, o público jovem e adulto que as escolas atendem não lhes foi dado ou ensinado, ao início de sua vida acadêmica, instrumentos e estímulos certos, e suficientes para que esses pudessem, hoje, prezarem por sua auto-formação. Portanto, é um público com uma estima muito baixa. Poderíamos seguir apontando mais coisas, mas por hora basta...
Qual é a solução para tudo isso? Haaa... , sinto muito! Minha função aqui não é oferecer-lhes respostas, mas problematizar, e ajudar-lhes a ver o que ninguém quer ver, ou fingem não ver. Pois, creio que esse é um primeiro passo: enxergar o problema; depois sim, em mutirão buscarmos soluções, não pelo modo mais fácil, mas pelo mais ousado. E nessa tarefa, todos podem sugerir alternativas. Vou apenas indicar uma.
No que se refere à questão do turno da noite, penso - e alguns colegas de trabalho também pensam nessa mesma linha – que poderíamos propor para esse turno, de imediato, até que não achemos novas soluções, cursos semi-presenciais modulares, atendendo especificamente às necessidades práticas desses jovens e adultos que buscam o ensino, e proporcionando o acesso aos conteúdos para quem quer seguir uma carreira acadêmica. Sei que isso pode acarretar problemas burocráticos com as secretarias de educação, e com o tal do “sistema”. Mas, quando há vontade política podemos também driblar o sistema. O que não podemos é continuar com uma quantidade enorme de escolas abertas todas as noites, atendendo um minguado de alunos sem perspectivas, custando grandes cifras para os cofres públicos, quando esse dinheiro poderia está melhor aplicar num outro modelo educação qualidade.
Edeney B. Salvador
Filósofo/Teólogo - Membro Monale

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

I FESTIVAL CANTA TARUMA DE MUSICA POPULAR

O MOVIMENTO NACIONAL DE LUTA PELA EDUCAÇÃO – MONALE, tornar público a relação das músicas classificadas para o I FESTIVAL CANTA TARUMA DE MÚSICA POPULAR, que se realizará nos dias 21 e 22 de Agosto do corrente ano, no Ginásio Poliesportivo da Escola Estadual Waldocke Frick de Lira, Parque São Pedro – Manaus – Amazonas.

Música: Cantos e Moradas
Autor/es: Ede Carlos
Música: Lamento da Natureza
Autor/es: Fábio Aranha
Música: Filhos da Terra
Autor/es; Moisés Aranha/ Fábio Aranha
Música: Jovem Terra
Autor/es: Caio Freire/ Wesley Souza
Música: Tarumã, Amazônia
Autor/es: Silvaldo William
Música: Rumos Incertos
Autor/es: Bolachinha
Música: Revoada
Autor/es: Iran Maquine
Música: Ouro em pó
Autor/es: Teço Brasil
Música: Santuário
Autor/es: Josenias Santos
Música: Olho D`água
Autor/es: Valdo Cavalcante
Música: Tua História
Autor/es: Jairo Gaspar
Música: Paradoxo
Autor/es: Iram Maguiné
Música: Terra de Sonhos
Autor/es: Moisés Aranha
Autor/es: Teço Brasil
Música: Taruma