A paz é um anseio profundo de todo ser humano. Ela certamente não é um estado de absoluto silêncio ou absoluta quietude ou por outro lado, alguma coisa que possamos ter escondida somente para nós mesmos. Não. A paz é uma condição essencial para poder viver bem; para poder viver em sociedade; para conseguir construir algo que seja duradouro.
No texto bíblico, hebraico, a palavra “paz” é entendida como um estado de bem estar da pessoa com ela própria e com os outros. A paz no conceito hebraico é entendida como “shalom” – o ser humano usufruindo de tudo o que ele necessita para viver bem e atender a suas necessidades próprias e a dos outros.
A paz é fruto também de um empenho e do interesse coletivo: todos devem querer a paz, devemos ser seus promotores e ir em busca dela. A paz haverá e reinará quando houver condições sociais, econômicas, culturais e políticas mais acessíveis para todos (as). A paz é dom de Deus mas também é fruto abençoado daqueles que lutam para que ela prevaleça.
A Área Missionária Tarumã (AMT) que compreende 14 comunidades eclesiais realizou a Caminhada pela Paz. Este ano tivemos como tema: “Segurança, justiça e paz é a gente que faz”. Tivemos uma ótima participação das comunidades, de pessoas de outras confissões religiosas e a participação de outras Áreas Missionárias vizinhas.
Esta caminhada procurou destacar mais a questão da busca concreta da paz que deve passar pelo compromisso de muitas instâncias sociais e políticas. Tivemos ao longo da caminhada, 04 (quatro) paradas para breve reflexão sobre temas relacionados à Segurança, Meio Ambiente, Educação e Família.
Diante de tudo isso, podemos cada vez mais interessar-nos pela construção de uma cultura da paz. Para que esse mundo novo se faça necessário é preciso a participação de todos nós. Afinal de contas, ter fé é agir, pois “Se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso?” (Tg 2,14). Então, ter fé consiste “num deixar-se”, transformar por dentro. É abrir o coração para o desígnio salvador do Pai, quando envia o Filho para pregar o Reino de justiça, paz e amor (Mc 1,14-15).
Quanto mais dispostos estivermos para construir uma nova sociedade, mais possibilidade de se gerar um novo mundo possível existirá. A segurança, a justiça e a paz são sementes que devem ser lançadas com perseverança, persistência, mesmo sabendo que nem sempre teremos terrenos dispostos a acolhê-las.
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